Cifra Atbash: o que é e como funciona
A primeira letra vira a última, a segunda vira a penúltima. Uma das cifras mais antigas que se conhecem, e uma das mais fáceis de quebrar.
Cifra clássica
Uma cifra clássica de substituição monoalfabética.
Inseguro
Não protege nada: não tem chave, e conhecer o método basta para ler.
Chave
Não tem chave. A troca de letras é sempre a mesma.
O que é
A Cifra Atbash é uma cifra de substituição: cada letra do texto é trocada por outra, sempre pela mesma regra. A regra é espelhar o alfabeto. A primeira letra vira a última, a segunda vira a penúltima, e assim por diante. No alfabeto latino, o A vira Z, o B vira Y e o M vira N.
Ela vem do alfabeto hebraico. O nome é formado pelas letras que trocam de lugar: aleph, a primeira letra, troca com tav, a última; bet, a segunda, troca com shin, a penúltima. Juntando aleph, tav, bet e shin, temos Atbash.
Como funciona
A Atbash é uma substituição monoalfabética: existe um único alfabeto de troca, e cada letra sempre vira a mesma letra no resultado. Ela é uma cifra sem chave. Não há deslocamento para escolher nem palavra secreta: a tabela de troca é fixa e pública.
Como a troca é um espelho, cifrar duas vezes devolve o texto original. O A vira Z, e o Z volta a ser A. Assim, a mesma operação serve para cifrar e para decifrar, como acontece com o ROT13.
No playground, a troca vale para as letras de A a Z, maiúsculas e minúsculas, que mantêm o formato. Os números, os sinais e as letras com acento ficam como estão.
Exemplo
No playground desta página, escolha Cifra Atbash e digite "Abc, xyz!". O resultado é Zyx, cba!. O A, a primeira letra, vira Z; o b vira y; o c vira x. Do outro lado do alfabeto, o x vira c, o y vira b e o z vira a. A vírgula, o espaço e o ponto de exclamação não mudam.
Clique em "Decifrar" e o texto volta a ser "Abc, xyz!". O playground só aplica a Atbash de novo ao resultado.
Onde é usado
O uso mais famoso da Atbash está na Bíblia hebraica, no Livro de Jeremias. Nos versículos 25:26 e 51:41, a palavra Sheshach aparece no lugar de Babel, o nome hebraico da Babilônia: as letras de Babel, trocadas pela Atbash, formam Sheshach. Em Jeremias 51:1, a expressão Leb Kamai aparece no lugar de Kasdim, os caldeus. Os estudiosos discutem se o objetivo era esconder o nome ou criar um efeito literário.
Hoje, a Atbash aparece em aulas de criptografia, em livros de enigmas, em jogos e em desafios de programação. Ela também é um bom exemplo de que um método pode ser muito antigo e famoso sem ser seguro.
Pontos fortes e fracos
Pontos fortes: é simples de fazer à mão, basta escrever o alfabeto e, embaixo dele, o alfabeto ao contrário. E a mesma operação cifra e decifra.
Pontos fracos: a Atbash não tem chave, então quem conhece o método já sabe ler a mensagem. Mesmo quem não conhece o método quebra a cifra com a análise de frequência, porque cada letra sempre vira a mesma letra. Em português, as letras mais comuns são A, E e O, que na Atbash viram Z, V e L. Se essas letras aparecem muito no texto cifrado, a Atbash é uma boa aposta. A cifra também mantém os espaços, o tamanho das palavras e as letras repetidas.
Quando usar
Use a Cifra Atbash para aprender o que é uma substituição monoalfabética, para ensinar a análise de frequência ou para criar enigmas e jogos.
Nunca use a Atbash para proteger uma senha, uma mensagem pessoal ou qualquer dado real. Para guardar um segredo, use criptografia moderna, como o AES-256-GCM, com uma chave aleatória gerada pelo computador.
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Criptografia
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Troca e derivação de chaves
Codificação
Cifras clássicas
Cifra Atbash
InseguroCifra clássica
Troca a primeira letra do alfabeto pela última, a segunda pela penúltima, e assim por diante. Vem do alfabeto hebraico e não tem chave.
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